

VAMOS CULTIVAR NOSSA CULTURA!


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Roda na Delphos - 27 de setembro
Roda na Delphos - 27 de setembro













Vermelha e Branca -Transformação. É nesta graduação que o capoeirista procura desenvolver todo o seu potencial, no sentido de congregar e manter os ideais, já que está numa fase de transformação, ou seja, se preparando para assumir a graduação máxima dentro do sistema de graduação da Abadá-capoeira. Para isto, é preciso, decidir com acerto, precisão, honestidade, lealdade e acima de tudo com sabedoria e imparcialidadeNagô - adj. Nome que se dá ao iorubano ou a todo negro da Costa dos Escravos que falava ou entendia o ioruba.
Nagoa - s.m. Designação de uma das gangues de capoeiras, conhecidas por "maltas", que infernizavam a vida do Rio de Janeiro no final do século XIX e começo do XX.
"Velho Cansado" - (gíria antiga, transcritaem 1886 por Plácido de Abreu) Um dos nomes de província que os capoeiristas das maltas gritavam em seus embates. Corresponde a São Francisco.
"Velho Carpinteiro" - (gíria antiga, transcrita em 1886 por Plácido de Abreu) Um dos nomes de província que os capoeiristas das maltas gritavam em seus embates. Corresponde a São José.
Loiá - Contração de lá oiá, corruptela de lá olhar.
Luanda - s. f. Nome de uma cidade africana e capital de Angola. Uma das principais cidades de onde partiam os navios negreiros com destino ao Brasil. Anteriormente, o nome da capital era somente São Paulo da Assunção, dado pelos portugueses. Mais tarde, substituíram da Assunção por de Luanda, ficando São Paulo de Luanda, ou simplesmente Luanda, como é mais conhecida em nossos dias. Luanda, segundo Cannecattin, quer dizer tributo.
M
Maculelê - O maculelê é portanto, um bailado guerreiro que foi desenvolvido por homens negros, compreendendo dançadores e cantadores, todos comandados por um mestre, denominado “macota”. Os participantes usam um bastão de madeira com cerca de
Malta - s. f. Gangues ou hordas de capoeiras que infestavam e infernizavam as ruas da cidade do Rio de Janeiro, no final do século XIX e começo do século XX, mancomunadas com a prostituição.
Malungo - s. m. Companheiro, camarada;
Mandinga - Feitiço, despacho, mau-olhado, ebó. Os negros mandingas eram tidos como feitceiros incorrigíveis.
IúnaFaca-de-ponta - s. f. Instrumento perfuro-cortante, "arma branca" que portavam alguns capoeiristas nos embates de rua. Designa também um golpe, a cotovelada.
Gangazumba - "Grande Chefe", líder negro, chegou ao quilombo de Palmares no tempo da invasão holandesa. Era um africano alto e musculoso. Tinha, provavelmente, temperamento suave e habilidades artísticas - como têm, em geral, os nativos de Allada, nação fundada pelo povo ewe, na Costa dos Escravos. Em 1670, Gangazumba reinava sobre todos os povoados que constituíam Palmares. Juntos, cobriam mais de seis mil quilômetros quadrados: Macaco, na Serra da Barriga (oito mil moradores); Amaro, perto de Serinhaém (cinco mil moradores); Subupira, nas fraldas da Serra da Juçara; Osenga, próximo do Macaco; aquele que mais tarde se chamou Zumbi, nas cercanias de Porto Calvo; Aqualtene, idem; Acotirene, ao norte de Zumbi (parece ter havido dois Acotirenes); Tabocas; Dambrabanga; Andalaquituche, na Serra do Cafuxi; Alto Magano e Curiva, perto da atual cidade pernambucana de Garanhuns; Gongoro; Cucaú; Pedro Caçapava; Guiloange; Una; Catingas; Engana-Colomim... quase trinta mil viventes, no total. Sob o comando de Gangazumba, as aldeias palmarinas haviam se transformado num Estado, com exército, Conselho geral das lideranças, ministros (fâmulos), etc. Gangazumba tratava os ministros de filhos, o ministro da guerra de irmão, os chefes de aldeias (ou mocambos) de sobrinhos, os funcionários e oficiais do exército de netos; as mulheres idosas eram mães.
Idalina - s. f. Nome próprio personativo. De Idalia, "nome de uma cidade da ilha de Chipre, onde havia um templo de Vênus, pelo que os nossos poetas dizem freqüentemente Vênus Idalia. Nos Lusíadas, IX, 25: Idalios amantes".
Iê! - Interj. Corruptela de ê! Seu uso é exclusivo nas canções de capoeira. É como o mestre de Capoeira chama para si a atenção de todos.
Iúna - s. f. Corruptela de inhuma ou anhuma. [Do tupi ña 'um, 'ave preta', com aglutinação do artigo] 1. Ave anseriforme, da família dos anhimídeos (Anhuma cornuta). Mestre Maneca Brandão ("O Canto da Iúna - A Saga de um Capoeira", Itabuna/BA, 1ª ed.) acrescenta: "símbolo da sagacidade e da matreirice, (...) a ave existe realmente e habita os brejos, charcos, lagoas, etc. O termo "Iúna" é uma corruptela de seu verdadeiro nome: Inhuma ou Anhuma. Ela tem o porte de um peru, com pernas longas e pés de dedos grandes, com dois esporões carpianos em cada asa, além de um longo espinho córneo no alto da cabeça. Sua plumagem é bruno enegrecida e negra. [Sin.: alicorne, anhima, cametau, cauintã, cavitantau, cauintau, inhaúma, inhuma, licorne, unicorne, unicórnio.] 2. Nome dado a um toque de berimbau, muito melodioso, usado no jogo da capoeira. Toque criado por Mestre Bimba, para jogo rasteiro, ligado e com balões, usado somente por mestres de Capoeira.